No primeiro dia, alguns telefonemas se faziam úteis. Algumas palavras acolhedoras tomaram conta do ambiente.
No segundo dia, tudo já estava completamente mudado.
No terceiro dia, ele já não sabia mais quem era.
No quarto dia, ela não sabia mais quem era.
No quinto dia, ambos perderam-se no excesso de sentimentos, e na necessidade de qualquer aventura que fosse.
No sexto dia, houve choros.
E não houve um sétimo dia. Só um telefonema:
- Alô.
- Não te amo mais.
E não houve oitavo dia.
