quinta-feira, 6 de novembro de 2014

a caminho da loja de penhores.

olhava todas aquelas pessoas, animais, vidros, iguarias, livros e mais um emaranhado de objetos que lembrava-se ter visto não sei onde, não sei como.
dizem por aí que a sensação de estar sonhando é produzida por uma onda súbita de déjà-vus que trazem a sensação de poder.

mas eu quase não acredito muito nisso.

"eu só posso estar sonhando"
apalpou os bolsos em meio à todo aquele suor e a toda aquela agitação agora pouco mais plausíveis, sentindo-se levemente desconfortável por todo aquele excesso de informações que sai.
pouco depois sai flutuando.

acorda com o susto.

-que foi, amor?

-sonhei que caía de um degrau.

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