quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

With eyes wide open

Depois daquela pequena onda de decepção, resolvi então não ligar mais para todos aqueles ferimentos e... e foda-se, saca? Não há mais o que temer, não há mais o que perder e a todo momento pessoas me ligam à procurar de um embalo qualquer, mas que seja em grupo. Ironicamente, Mônica e Eduarda me ligam e exclama na maior empolgação: "Apronte-se em 10 minutos. Estamos chegando."
E isso bastou para que ela me saísse do pensamento de vez. Sim, admito que eu gostava da atmosfera meio folk/indie que ela me apresentava, admito que gostaria mesmo de encontrar esse peixinho outra vez, mas agora que eu estava preso naquele elo entre dois mundos, dificilmente as coisas voltariam ao seu estado original. Aceitei o convite.
E foi uma tarde maravilhosa de cores, músicas, sorrisos compartilhados... e ironicamente olhei aos olhos de Mônica, que se aproximavam dos meus e dos de Eduarda... mais algumas risadas perdidas por entre as notas das músicas, um cigarro no cinzeiro e a fumaça tomando conta da sala. Eu podia quase enxergar todos aqueles sons, e então senti as mãos calorosas de uma delas deslizando pelo meu cinto, e logo pelo meu corpo.
Lembro-me muito bem do que foi aquela noite, e estou estupidamente feliz por ter compartilhado aqueles breves momentos de felicidade.

E depois de tudo isso ainda me vejo tentado a estar novamente naquele aquário, sentir novamente aquelas águas e ouvir novamente aquelas mesmas músicas acompanhadas por violões melosos que costumávamos ouvir a tarde. Eu costumava ter medo, e eu costumava guardar meus mais profundos segredos por entre a velocidade de meus dedos e um caderno velho que está por aí, no mundo. E naquela noite, Mônica me disse que "não vale a pena derramar lágrima alguma por mulher alguma.". Imaginei se estaria ficando louco, deixando com que as duas me possuíssem e fizessem de meus pensamentos seu playground favorito. Imaginei que eram, na verdade, duas amigas. E de fato, não deixaram a amizade morrer depois de todo aquele contato... e eu imaginei que pudesse estar sonhando ao tê-las ali, semi-nuas expelindo fumaça de seus pulmões... Imaginei um dragão naquela tatuagem de Eduarda, mas preferi não comentar. (e até estava sem forças... Aquela fumaça realmente fez efeito!)

E nota-se que não vale mesmo a pena chorar por essas velhas companheiras de folk... E me felicito por não ter derramado lágrimas, e sim distribuído mais sorrisos... Acho que estou ficando louco no colo das duas. É tudo muito conveniente... muito passageiro.

Devo admitir que sinto vontade de segurar nas mãos aquele peixe, mas acho também que ele sabe de todos os meus medos... foda-se.

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