sábado, 28 de janeiro de 2012

06:34

É engraçado como as pessoas podem lançar olhares e sorrisos da maneira mais inesperada, indiscreta e complicada possíveis. E me vejo agora pensando em velhos relacionamentos e em novas mulheres, dessas que se permitem ser o objeto de qualquer homem como eu, desses meio desapegados à vida e mais apegados a si mesmos, com um potencial destrutivo incrível e lapsos profundos de carência. E enquanto esse pensamento vai e volta, trago mais uma vez meu cigarro e olho ao longe pela lente dos meus óculos escuros.
E admito que fico longas horas sem dormir, pensando nos próximos movimentos dela e nas próximas frases, e nas próximas histórias e nas próximas... nas próximas coisas. Eu sinto medo, mas sinto também um pouco de ousadia de minha parte todas as vezes que nos abraçamos. Nunca pensei eu que poderia entrar tão profundamente na mente de uma mulher, mas eu posso estar redondamente enganado... Mas quando se está enganado quando ela te apresenta tão claramente as intenções? É algo a se pensar.
E eu não consigo enxergá-la com olhos de desejo, mas deveria me forçar pois... Pois já tive sonhos com essa mesma ninfa, acredita? Não é das melhores, fisicamente dizendo, mas já me peguei imaginando cenas e ouvindo urros aos pés do ouvido, enquanto ela me recebia entre as pernas... Mas foi um devaneio rápido, saca? Outro trago no cigarro e meu ônibus passa.
Logo eu penso de pensar em tudo isso e ouço a música.

E teve aquela frase que ela disse... que não é qualquer um que entra no psicológico... Será? Eu acho que estou ficando louco.

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