Daí ela cresceu. Começou a fazer planos, e fazia planos em meio a vários papéis espalhados em cima da mesa. Mudou de cidade duas vezes, e de uma pra outra não levou nada além de memórias de restaurantes e baladinhas fim-de-noite. Deu um sorriso amarelo pro cara, e foi embora.
Começou então a se digladiar por aí com outras mulheres a quem não devia satisfação nenhuma, mas pela falta de energia na vida, começou a não se importar tanto com o excesso dela, e o desperdício de vida. No fim tanto faz. Sonhava com incêndios em castelos no meio de cidades grandes, com homicídios cinematográficos e com o cigarro no final da tarde. Sonhava com Sexo com e sem amor, com e sem pessoas. Tinha um gato e um cachorro a quem doava todo seu afeto, mas não todo seu tempo. Despedia-se com certa timidez de seus bichos, com aquela mesma frase "Eu vou, mas volto."
Não era sempre que arrumava quem cuidasse dos bichinhos, mas eles sempre sobreviviam. E gostavam.
Ela esqueceu quase que completamente dele, que agora passava horas e horas se esfaqueando na frente do espelho na esperança de chamar atenção.
E a cada facada dele, um sorriso dela, e na primeira facada dela nela mesma, duas mortes.
terça-feira, 28 de maio de 2013
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