E lá vou eu, acender mais um cigarro e falar pra mim mesmo "vou parar de fumar" só pra ficar com menos peso na consciência. Acendo, e logo depois da primeira tragada, esqueço da frase que repito todas as vezes que repito o mesmo ato.
O mundo rodando loucamente lá fora. Loucamente. E eu aqui. Quem sou eu? Mais uma vez repito tal pergunta que vez ou outra respondo, apago, dou uns pitacos aqui e ali, porém insisto em deixar as linhas brancas, assim como insisto em deixar todos os amigos, relacionamentos, situações... Sobretudo, esse mecanismo esquisito que é a internet. "Pra quê isso tudo?" Penso eu, sem sucesso.
Um trabalho razoável, uma vida razoável. Me perguntando insistentemente quando é que eu vou parar com essa vida miserável e me dedicar inteiramente à minha paixão vitalícia: Não tão cedo.
Festas, pessoas, tudo a troco do quê? Da vida, oras.
E essas meninas? mulheres? Estranhamente, ando recebendo ligações familiares pra saber daquela tal moça que fui embora em festa de família... Será possível que mesmo minha família se interessa tanto assim pela minha vida sexual? Esquisito...Sexo hoje em dia. Vulgar? Fútil? Necessário? Sujo? Me diga você.
No mais, segue-se um uma vida normal de jovem de 20 anos, se perguntando dia após dia qual é o significado da vida, ansiando fortemente por mais uma dose de ácido. Ansiando pela música, pelas pessoas, pelas experiências, pela floresta, talvez por romances mal resolvidos... É só mais uma vida comum, como outra qualquer.
No que tua vida difere da minha? Quais indagações te fazem pensar que tu é melhor que eu, ou que aquela mulher que te atende todos os dias de manhã na padaria? Somos todos humanos, somos todos problemas, somos todos emoções. (Apesar de alguns por aí negarem com os pés juntos que emoção não vale nada. vai saber...)
terça-feira, 21 de agosto de 2012
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