Então descobre-se que a princesinha não era tão princesinha assim. Alguns namorados, amigos talvez possuindo-lhe o corpo como ele nunca imaginaria que fosse possível, os olhos sedentos por algo que talvez os rapazes possuíssem, o coração dilacerado do homem velho deixado na porta. Aquilo não estava certo, apenas não estava. E ela nem se importou com a imagem, e ele descobriu do pior jeito que a princesinha não era mais princesinha.
Os sorrisos sarcásticos.
E então ele resolve descer para o jantar. Que jantar? O de ontem, requentado às pressas no microondas. Coragem lhe faltava para impedir todos aqueles movimentos violentos no corpo da filha, mas ela parecia gostar...Então nada se pode fazer para que ela pare de violentá-lo daquele jeito. O telefone toca. Grita, esperneia e ele atende com uma voz derrotada de decepção, de alguém que não pode fazer mais absolutamente nada pra continuar vivo, e eis que ele reconhece o alguém no outro lado da linha. Aquele alguém que deveria ter preparado o jantar, e que deveria estar ali para ajudá-lo a tirar a princesinha de todo aquele paraíso libidinoso.
- São DOIS rapases! DOIS RAPASES!
- Nada posso fazer. Você um dia saberia que ela viraria uma mocinha, e saberia também que...- outro daqueles silêncios mortais que não são nada agradáveis de se ouvir. E ela desliga do outro lado da linha.
Estranho como só agora ele notou as cartas em cima da mesa de centro.
E em uma delas, a maior decepção da vida, talvez:
"Fui embora. Não te aguento mais.
Com amor: Sua esposa."
As maiores surpresas da vida.
:D
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